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Prefeito Magno é acusado de contratar Instituto Viver em suposto esquema milionário com devolução de comissões em espécie

  • 30 de jun.
  • 1 min de leitura
O município de Guimarães, administrado pelo prefeito Magno (PV), está no centro de uma grave denúncia protocolada no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Segundo a representação, o Instituto Viver, com sede em São Luís, seria responsável por um esquema milionário de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos, operando por meio de contratos de terceirização de mão de obra.

De acordo com a denúncia, a prefeitura firmou com o instituto um contrato de R$ 6,6 milhões para a contratação de serviços como copeira, motorista e assistente administrativo. O documento afirma que a medida teria sido utilizada para driblar a exigência de concurso público e empregar aliados políticos.

A acusação vai além e aponta que parte dos valores repassados pelo município ao Instituto Viver retornaria em espécie para o prefeito, numa prática de retorno ilícito que configuraria enriquecimento pessoal e possível financiamento de campanhas eleitorais com recursos públicos, caracterizando caixa dois.

Outro ponto que chama atenção é que, apesar do alto faturamento, o Instituto Viver não apresenta registros de vínculos empregatícios de seus supostos funcionários na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o que levanta dúvidas sobre a efetiva execução dos serviços contratados.

O pedido encaminhado ao GAECO requer a abertura de inquérito para apurar crimes como organização criminosa, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro, além da suspensão imediata do contrato, quebra de sigilo bancário e realização de buscas e apreensões.

Se as acusações forem confirmadas, Guimarães poderá se tornar palco de um dos maiores escândalos políticos recentes no Maranhão, com risco de perda de mandato e prisão para os envolvidos.
 
 
 

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