A pesquisa Quaest divulgada na noite desta segunda-feira (24) trouxe um dado que chama atenção: até o momento, não aparece, no registro do levantamento, o arquivo com o detalhamento dos municípios e bairros onde foram realizadas as 900 entrevistas.
E essa não é uma informação secundária. Saber onde a pesquisa foi realizada é fundamental para avaliar se a amostra representa, de fato, a diversidade eleitoral do Maranhão.
A pergunta é simples: quantas entrevistas foram feitas em São Luís e na Grande Ilha? Quantas no interior? Quais municípios foram incluídos?
Sem essa distribuição geográfica, fica difícil saber se regiões importantes do Estado — como a Baixada, os Cocais, o Médio Mearim, o Sertão e o Sul Maranhense — tiveram participação proporcional na amostra.
A questão ganha ainda mais relevância diante da diferença entre os números apresentados pela Quaest e os resultados divulgados recentemente por outros institutos. Sem conhecer a origem geográfica das entrevistas, o eleitor não consegue avaliar adequadamente as possíveis razões para tamanha distância.
É importante, porém, fazer uma ressalva: a legislação eleitoral estabelece prazo para que determinadas informações complementares da pesquisa sejam disponibilizadas. Portanto, antes do encerramento desse prazo, não se pode afirmar que exista irregularidade.
Mas, caso o detalhamento não seja incluído dentro do período previsto, será legítimo cobrar explicações.
Pesquisa eleitoral exige transparência. Afinal, os números apresentados como retrato da opinião dos maranhenses precisam permitir que se saiba como e onde esse retrato foi construído.
Enquanto o detalhamento não aparece, permanece a pergunta que não deveria existir em uma pesquisa que pretende medir a intenção de voto no Maranhão:
Afinal, em quais municípios foram realizadas as 900 entrevistas da Quaest?
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